quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Natal...

Costuma dizer-se que "Natal é quando um Homem quiser", e o que é certo é que cada vez mais os Homens querem que seja mais cedo. Não pelas razões que estão na base desta célebre frase, mas por razões de ordem comercial e consumista. Por muito que se queira dar a volta, o Natal é o nascimento de Cristo, e se alguma vez isso deixar de ser assim, deixará, mais cedo ou mais tarde, de haver Natal, pois tenho para mim que toda esta febre das compras e demais fenómenos de consumo associados a esta data, não são suficientes para sustentar uma tradição durante muito tempo. Sem Cristo não há Natal. Podem inventar uma nova terminologia ou designação, o que até nem seria mau pois separavam-se as águas, mas esta quadra tem um sentido e um significado tão especiais, que não há como ignorar isso.
Posto isto, dizer ainda que o Natal só começa quando se inicia o Advento, que é precisamente o tempo de preparação para receber condignamente Aquele que virá dar-nos um exemplo inigualável e inquestionável de coragem e salvação. Prepare-mo-nos pois para O receber. As prendas são importantes, mas não deixemos de pensar também naquilo que é o essencial.
Isto de o Natal começar logo depois do regresso às aulas e de o Pai Natal substituir o Menino Jesus, não faz muito sentido, e serve apenas para nos distrair do fundamental e da mensagem que Ele nos veio transmitir.

«Olha que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo» (Ap. 3, 20). É um dos versículos mais belos da Bíblia. É uma experiência única e profundamente misteriosa. É feliz aquele a quem Jesus bate à porta do seu coração. Sim, é pela «porta» do coração que entra Cristo e dá a salvação ao homem. É no coração que se celebra o «banquete» que sacia a fome da Vida em abundância e se transforma a história em festa verdadeira.

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